POR RICARDO MARQUES
Na política, às vezes, um candidato pesa mais quando sai do que quando entra.
O TRE-MA indeferiu a candidatura de Roberto Rocha ao Governo do Maranhão.
Ele ainda pode recorrer ao TSE. Portanto, nada de preparar o enterro antes da morte.
Mas, se a decisão for mantida, surge um paradoxo eleitoral.
Na última pesquisa Real Time Big Data, Roberto Rocha aparece com 5%.
Parece pouco.
E é!
Mas, com Eduardo Braide chegando a 45%, pela pesquisa esses votos podem ser a diferença entre haver ou não segundo turno.
Voto não tem dono nem se transfere por decreto. Entretanto, pela afinidade com a direita, Braide parece o destino natural desse eleitorado.
Isso não garante sua vitória antecipada, mas transforma uma possibilidade em ameaça real.
Enquanto Orleans Brandão e Felipe Camarão disputam o mesmo campo, Braide passa a correr, sozinho, numa raia própria, ao passo que as forças alinhadas a Lula correm o risco de sofrer uma derrota no Maranhão já no primeiro turno.
Nesse caso, o presidente chegaria ao segundo turno da eleição presidencial sem uma candidatura estadual capaz de dividir com ele o palanque e mobilizar a campanha — o que, fatalmente, seria um baque para Lula.
Roberto Rocha talvez não tenha votos para alcançar o Palácio dos Leões.
Mas pode ter exatamente os votos que faltam para levar Braide até lá.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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