POR RICARDO MARQUES
A Quaest dá a Eduardo Braide 46% das intenções de voto, contra 27% de Orleans Brandão e 10% de Felipe Camarão. Braide é o favorito. Se esses números se repetissem nas urnas, venceria no primeiro turno.
Mas o Maranhão tem uma lembrança incômoda para quem declara a eleição encerrada: 2006. O Ibope apontava Roseana Sarney com 66% das intenções de voto e Jackson Lago com apenas 20% — uma vantagem de 46 pontos.
Parecia uma eleição resolvida no primeiro turno. Não foi.
Houve segundo turno, e Jackson venceu.
Jackson tinha ao seu lado o governador José Reinaldo e a força política do Palácio dos Leões. Hoje, essa força está com Orleans. Carlos Brandão se empenha pela eleição de seu sucessor.
Em 2014, Flávio Dino venceu o candidato apoiado por Roseana. Mas a governadora não quebrou lanças por Edinho Lobão. Os Leões não rugiram. O apoio do Palácio foi, digamos, protocolar.
E tem ainda o fator Lula. Ele não veio ao Maranhão neste primeiro turno, embora o PT tenha candidato próprio. Sua ausência evitou uma escolha pública entre Felipe Camarão e o grupo de Brandão.
Num eventual segundo turno entre Orleans e Braide, a presidente estadual do PT, Patrícia Carlos Macieira, afirma que Lula virá apoiar Orleans. Braide, por sua vez, poderá abrir espaço ao candidato da direita — possivelmente, Flávio Bolsonaro.
Aí o jogo zera e a eleição ganha outra dimensão. Nada disso apaga a vantagem de Braide, que também lidera a simulação de segundo turno. Mas explica por que os ventos podem virar a favor de Orleans.
Pesquisa aponta o favorito. A urna decide o vencedor.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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