POR RICARDO MARQUES
O Maranhão escreveu ontem uma página histórica.
Eduardo Braide foi eleito governador no primeiro turno, com mais de 54% dos votos válidos. Uma vitória inequívoca, que lhe dá legitimidade e uma enorme responsabilidade.
Na minha avaliação, esta foi a primeira derrota efetiva do Palácio dos Leões.
Em 2014, Roseana Sarney não quebrou lanças para eleger Edinho Lobão, que assumiu a candidatura depois da desistência de Luís Fernando.
Agora foi diferente. Carlos Brandão empenhou sua liderança e a força política do governo na eleição de Orleans.
Braide enfrentou esse empenho, venceu no primeiro turno e manteve uma tradição da política maranhense: o governador eleito “puxar” os senadores de seu campo. André Fufuca e Lahesio Bonfim também foram eleitos.
A vitória só não foi completa para Eduardo Braide porque seu irmão, Fernando, não conseguiu se eleger deputado federal — o que, para mim, foi uma surpresa.
Mas reconhecer a dimensão desse resultado também exige reconhecer o valor de quem perdeu.
Orleans Brandão lutou com dignidade. Foi um adversário leal e mostrou que tem conteúdo político para além do sobrenome.
A derrota encerra uma disputa, não necessariamente uma trajetória. Jovem, Orleans tem um largo horizonte pela frente, se quiser continuar, dedicar-se e aprender com essa experiência.
A Braide cabe agora transformar a confiança das urnas em melhorias na vida dos maranhenses.
Porque vencer uma eleição faz história. Governar bem é o que dá sentido a ela.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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