POR RICARDO MARQUES
No Maranhão, Lula da Silva perdeu quase 5% dos votos válidos, na comparação com o primeiro turno de 2022.
E dificilmente conseguirá repetir a performance do segundo turno daquela eleição, quando obteve mais de 71% dos votos maranhenses.
Mas é um erro achar que Lula já perdeu. A eleição está indefinida.
Aqui no Maranhão, em alguns redutos o líder petista ainda reina praticamente absoluto.
E não estou falando de sindicatos, movimentos sociais ou comunidades pobres, historicamente petistas,onde pululam benefícios como Bolsa Família, Vale-Gás e outras alegorias do gênero.
Estou falando de presídios.
Segundo levantamento da Folha do Maranhão, no Centro de Triagem de Pedrinhas, Lula teve quase 95% dos votos válidos.
Flávio Bolsonaro, 2,5%.
No Complexo de Pedrinhas, Lula passou dos 87%.
No presídio de Imperatriz, 80%.
Em Timon e Caxias, 88%.
Lula é quase uma unanimidade atrás das grades.
Mas atenção: quem vota nessas seções são presos provisórios, sem condenação definitiva.
O curioso é que o fenômeno não nasceu agora. Em 2022, Lula já havia alcançado mais de 91% em Pedrinhas.
Pode haver muitas explicações sociológicas e políticas para isso. Mas uma coisa os números revelam: nas ruas, Lula e Flávio disputam voto a voto.
Nos presídios do Maranhão, Lula joga praticamente sozinho.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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