POR RICARDO MARQUES
Depois do desempenho sofrível no debate da Band, Lula da Silva engata uma marcha reduzida e parte para o tudo ou nada.
Diz que vai entregar ao TSE uma autorização para a quebra dos sigilos telefônico e bancário dele e de seus familiares.
Mas tem um problema: muita gente do entorno do Lula diz que ele não tem celular, que usa o aparelho do Marcola, ex-chefe de gabinete, que segundo a PF era quem recebia a propina do esquema coordenado pela lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — o filho enrolado do presidente.
Besteira, isso é só um detalhe. E o que é um detalhe para um cara tão controverso como o Lula?
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, entrou na roda. Disse que vai assinar um pedido de abertura de CPMI para investigar a lobista e o filho enrolado do presidente.
Será que vão mesmo tirar o diabo da garrafa?
Duvi-d-ó-dó!
Mas o circo tá animado.
“Chega de chamar honesto de ladrão”, bradou o Macunaíma contemporâneo.
Nelson Rodrigues dizia:
“Para sobreviver, o intelectual, o santo ou herói precisa imitar o idiota.”
Na política, há quem tenha transformado essa frase em profissão.
É compreensível a postura do político:
ele quer sobreviver. Mas compreender o cálculo não significa aceitar o desaforo.
Talvez o problema nem seja Lula se fazer de idiota. Talvez seja acreditar que pode fazer o eleitor de idiota para sempre.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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