POR RICARDO MARQUES
Há músicas que falam de amor. E há músicas que falam daquilo que o amor não consegue vencer.
“November Rain”, do Guns N’ Roses, pertence ao segundo grupo.
Por trás da grandiosidade da música existe uma ideia profundamente humana: nada permanece igual para sempre. Nem mesmo aquilo que um dia juramos eterno.
A chuva de novembro é uma bela metáfora para esses momentos em que a vida muda de estação sem nos pedir licença.
O amor existe. O sentimento pode ser verdadeiro. Mas existem distâncias, medos, silêncios e transformações que, às vezes, duas pessoas não conseguem atravessar juntas.
E talvez esteja aí uma das verdades mais difíceis da existência: aceitar que o fim de uma história não significa necessariamente que ela tenha sido um erro.
Queremos eternizar pessoas, sentimentos, momentos. Mas a vida não assina contratos de permanência.
Algumas pessoas ficam. Outras passam.
Algumas deixam apenas lembranças. E todas, de alguma maneira, nos transformam.
Talvez amadurecer seja justamente compreender isso: amar também é saber que não controlamos o tempo — nem o coração do outro.
Porque nenhuma chuva dura para sempre.
Nem mesmo a chuva de novembro.
Veja o Comentário do Dia em vídeo (aqui)
Fonte: O Comentário do Dia de Ricardo Marques
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