
Começou hoje a propaganda eleitoral no rádio. Pode ser que a campanha “engrene” de vez a partir de agora. Nestes primeiros 10 dias, salvo uma ou outra manifestação de rua, o que temos é uma campanha enfadonha, sem entusiasmo. Já se esperava que a campanha municipal seria mesmo modorrenta, efeito das mudanças e limitações impostas pela minirreforma eleitoral (Lei 13.165/2015) que alterou substancialmente alguns aspectos fundamentais na corrida às urnas. A propaganda eleitoral, por exemplo, foi reduzida de 45 para 35 dias.
Como as chamadas redes sociais estão longe da capilaridade imaginada por alguns estrategistas – no Maranhão, por exemplo, apenas 8% da população acessa internet com regularidade, segundo dados do IBGE -, o rádio é a grande válvula de escape; o elo mais eficaz entre candidatos e eleitores. E embora tenha custos de produção amazonicamente inferiores aos de outras mídias, como a televisão, por exemplo, o rádio exige capacidade de criação nas mensagens a serem veiculadas para que um candidato possa se distinguir (e se destacar!) dos demais. Ainda mais numa eleição como a de Caxias, polarizada por apenas duas candidaturas majoritárias, e com o tempo da propaganda limitadíssimo.
Neste ponto, parece que a coligação “Caxias é do Povo”, do candidato Fábio Gentil (PRB), claudica. Já no primeiro momento de exibição da propaganda no rádio (das 07h às 07h10) – quando alguns especialistas em campanha eleitoral consideram ser o de maior audiência –, a coligação gentiliana simplesmente deixou de apresentar a mídia exibitória em tempo hábil, o que gerou um espaço monotemático, pois apenas o candidato Leo Coutinho (PSB), da coligação “A mudança continua”, apresentou-se no espaço democrático.
Em uma campanha eleitoral, qualquer que seja ela e mais ainda numa cidade com as peculiaridades de Caxias, organização e planejamento são elementos fundamentais. Não há mais espaço para amadorismo. O convencimento ao eleitor passa, também, pelos detalhes de uma campanha. Afinal, como convencer o eleitor de que é capaz de administrar a cidade, quando o candidato se mostra incapaz de administrar a própria propaganda?
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Comentários
Louriedson Araújo Bastos Ramos
26/08/2016 22:11
as campanhas eleitorais ja foram mais animadas ,quando se tinha os sowmisios.
Louriedson Araújo Bastos Ramos
26/08/2016 22:09
as campanhas eleitorais ja foram mais animadas ,quando se tinha os sowmisios.