
Os números da pesquisa Escutec/O Estado, divulgados ontem, corroboram algumas argumentações feitas por este redator sobre a atual conjuntura da corrida eleitoral ao Palácio da Cidade, em Caxias (MA). O crescimento do prefeito Leo Coutinho (PSB), que abriu 12 pontos de vantagem sobre o seu adversário Fábio Gentil (PRB), já era previsível. Nas análises feitas pelo renomado publicitário e estrategista político Einhart Jácome da Paz, quando este prestou breve consultoria ao Grupo Coutinho, a reeleição do mandatário municipal seria sem turbulências, desde que ele soubesse administrar a campanha sem atropelos. Foi Einhart quem identificou Gentil como o adversário a ser combatido e que os Marinho eram cartas fora do baralho, por razões mil.
No início de agosto, uma pesquisa do Instituto Amostragem revelava que Gentil tinha 12,3% de rejeição, número bem menor que os 28,6% de Paulo Marinho Jr. e os 26,5% de Leo Coutinho, aferidos na época. Agora, no levantamento da Escutec, FG foi rejeitado por 34,8% dos entrevistados, contra 27,3% de LC. Repare que o prefeito praticamente manteve o índice inalterado, enquanto o candidato das oposições quase que triplicou. O complicador ‘rejeição’ surge como um fantasma na trajetória do oposicionista; fato que pode resultar num massacre urnístico em 2 de outubro - numa diferença acachapante, histórica, pró-LC.
Mas o que teria motivado esse crescimento da rejeição de FG? A catinga dos Marinho. Nem precisa ser expert em análise política para chegar a este entendimento. O resultado é o óbvio ululante. Quando Einhart identificou que o vereador seria o principal adversário nestas eleições, justificou que o moço se apresentava como o “novo” – a despeito das controvérsias que esta condição lhe representa – fato já devidamente explicado pelo Blog em postagens anteriores. Quando se aliou aos Marinho, FG jogou por terra a imagem de “mudança” que, bem ou mal, ele tentava construir. Aliar-se ao atraso foi um erro que vai lhe custar caro, inclusive em futuras empreitadas político-eleitorais. Como na vida, em política, o ensinamento bíblico “Diga-me com quem andas e te direi quem és!”, também é revelador.
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