
A 'Ilha do Amor', vista de uma das janelas do Gran São Luís Hotel
Aqui na capital, São Luís (MA), onde estou desde a tarde/noite da última quarta-feira (14), uma pergunta me tem sido feita sistematicamente: "O que houve em Caxias?"
Entre jornalistas, radialistas, políticos e advogados, todos com quem conversei manifestaram essa curiosidade. Queriam uma explicação para a derrota do prefeito Leo Coutinho na última eleição municipal.
Tal curiosidade é natural, a reeleição de Leo era dada como certa; deveria ter sido tranquila. Esperava-se que ele fosse reeleito sem estresse, afinal fez um governo correto, com obras importantes, ações sociais relevantes... Incrementou a economia, revitalizou a cidade, investiu em segurança pública – coisa que quase nenhum prefeito faz -, e teve apoio do maior líder político de Caxias, o tio dele, deputado Humberto Coutinho, bem como do governador Flávio Dino, cujo governo é aprovado por 72% da população caxiense, de acordo com a derradeira pesquisa de avaliação.
Isso sem falar no fato de Caxias ser o único município do Brasil que paga o salário do servidor no dia 20 de cada mês em curso, e que o outro lado do front reunia alguns dos mais notórios velhacos da cidade.
Pacientemente tenho tentado explicar. Pelo menos sob o meu ponto de vista. Certamente, devem existir vários.
E quando digo que Leo errou no marketing; que a campanha dele não teve estratégia de comunicação, logo em seguida me perguntam:
- Mas como, o marqueteiro dele não era o Einhart Jácome da Paz, um profissional de renome internacional?
Aí fico obrigado a explicar que não, que Einhart jamais esteve à frente da coordenação de Leo; que nunca deu um palpite sequer sobre a campanha. Não teve nenhum envolvimento.
- E quem fez a campanha do Leo?
- Uma agência do Piauí sem muita experiência em campanha eleitoral, respondo.
- Nossa cara, que vacilo!
- Pois é, encerro a conversa.
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Nenhum comentário foi encontrado, seja o primeiro a comentar!