Ricardo Marques

Governo Gentil tenta responsabilizar Estado pelo caos na saúde de Caxias

Publicado: 23/02/2017 09:41 - Atualizado em 23/02/2017 00:00 - 0 comentário


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A secretária municipal Socorro Coutinho - ou Socorro Melo, como queira - faz contorcionismos para tentar justificar tantos problemas na saúde em tão pouco tempo de novo governo. Caxias tem a maior e mais moderna rede pública do interior do Maranhão. A upa existente aqui, por exemplo, é de nível 03, considerado o mais elevado nesse tipo de unidade. E mesmo com todo esse aparato a seu favor, o governo Fábio Gentil não consegue dá conta da demanda e a qualidade do atendimento, segundo os próprios usuários, está uma lástima. Falta de tudo, até remédio.

 

Pois bem, para tentar justificar o injustificável, a secretária municipal da Saúde - pessoa por quem eu tenho sincero respeito e de quem prezo pela amizade - dela e da família também - tenta jogar a culpa no Governo do Estado. Diz que os problemas decorrem da suspensão de repasse das verbas estaduais. Perdoe-me a franqueza, mas não é verdade. A Secretaria Estadual da Saúde, inclusive, já informou que não houve suspensão nenhuma de repasse ao município de Caxias, apenas o encerramento de parcelas relacionadas ao custeio da Maternidade Carmosina Coutinho, e que os recursos destinados ao Samu e à Farmácia Básica permanecem garantidos, como prevê a Constituição Federal.

 

É de bom tom lembrar que Caxias possui gestão plena, ou seja: os recursos vêm direto do Ministério da Saúde. E cabe ao governo municipal cuidar dos postos de saúde e dos hospitais com esses recursos do SUS, repito, repassados pelo Governo Federal diretamente para a Prefeitura.

 

Pelo visto, os problemas da saúde de Caxias - bem como aqueles em outros setores -, tem mais a ver com má qualidade de gestão e não com falta de recurso simplesmente. Dinheiro tem -/ e muito!

 

Em janeiro, Caxias recebeu - apenas do Fundo Nacional de Saúde (FNS) -, R$5.087.374,75 (Cinco milhões, oitenta e sete mil, trezentos e setenta e quatro reais e setenta e cinco centavos). Em fevereiro foram outros R$5.184.013,73 (Cinco milhões, cento e oitenta e quatro mil, treze reais e setenta e três centavos). Deste último valor, aliás, estão inclusos exatos R$511.080,60 (Quinhentos e onze mil, oitenta reais e sessenta centavos), destinados para abrir o centro cirúrgico do Hospital Geral do Município (HGM).

 

Qualquer coisa diferente disto é proselitismo barato.

 

 

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