
Mesmo a chapa majoritária comunista ainda pode sofrer os efeitos da conjuntura político-partidária nacional
Está aberta a temporada de convenções partidárias, que se estende até o dia 5 de agosto. Doravante, o cenário eleitoral ganhará contornos mais definidos, pelo menos naquilo que diz respeito à formação das chapas. É chegada a hora das definições, de quando vaca desconhece bezerro. Mudanças no desenho das coligações poderão ser inevitáveis. Acordos previa e regiamente fechados podem ser esfarelados por uma nova realidade qualquer advinda deste período.
No cenário nacional, os efeitos do período convencional começaram a ser sentidos desde ontem, quando o “centrão” – bloco formado pelo (DEM, PP, PRB, SD e PR) – anunciou adesão a Geraldo Alckimin (PSDB), após ter sido cortejado por Ciro Gomes (PDT). É bem provável que esses efeitos resultem em algum sismo no cenário estadual maranhense, com maior intensidade, aliás, na coligação que está se formando pela reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Agora vai-se saber se todos os 15 partidos que hoje formam a constelação que gravita na órbita da pré-candidatura dinista, de fato, marcharão pela reeleição do comunista.
Sim, porque, dentre as siglas que integram o rol de partidos anunciados como certos na coligação comunista, parte considerável é justamente do “centrão”, o que poderá obrigar uma ou outra – ou mesmo todas, no pior dos cenários para os dinistas – a reverem suas pretensões iniciais e marcharem noutro sentido, o que, seguramente, seria um duro golpe na pretensão dos atuais inquilinos do Palácio dos Leões de formar uma coligação com o maior número possível de partidos, sobretudo se levado em conta o tempo de propaganda eleitoral que as cinco siglas detém.
Somem-se a tudo isto os fatos de o pré-candidato a vice na chapa do governador, Carlos Brandão, ser do PRB – que é do “centrão” –, e um dos nomes pré-indicados para concorrer ao Senado, Eliziane Gama, ser do PPS – partido que também está na aliança nacional pró-Alckmin –, e a conta não fecha. Fechar uma coligação partidária, aliás, nunca foi mesmo matemática fácil. Não basta somar dois mais dois. A salada é doida. Ainda mais agora quando os partidos renegam suas ideologias.
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