
Política se faz assim: com uma relação gentil e fraternal
A atmosfera no grupo que dá sustentação ao governo Gentil não está nada boa. Aliados de proa e até membros graduados do governo não falam abertamente, mas já admitem que a relação entre as potestades abancadas no Palácio da Cidade vai de mal a pior.
Para contextualizar o momento é preciso fazer uma digressão no tempo recente.
Fábio Gentil foi eleito escorado em alianças circunstanciais. O “Cabeludo” não tinha um grupo para comandar. E tomou posse agregando ao seu entorno aquilo que comumente resulta de toda “mudança” de reinado em Caxias. Por isso, historicamente, mudam-se os prefeitos e suas famílias, mas o poder continua, efetivamente, nas mãos dos mesmos de sempre. Sem um grupo para chamar de seu, restou ao “Cabeludo” prometer entregar a alma ao diabo, se preciso fosse. Daí resultaram os acordos leoninos firmados ainda no calor daquela distante eleição municipal.
Ocorre que, eleito, “Cabeludo” e família perceberam que o cumprimento daqueles acordos seria um tiro no pé. Daí porque, ele tratou logo de passar a perna em Catulé Jr. – que foi o seu lugar-tenente e um dos articuladores daquilo que resultou na coligação gentiliana de 2016. Na visão pequena do mandatário municipal e de seus familiares, se Catulé Jr. se elegesse deputado estadual, viraria um forte concorrente para 2020 – ainda mais porque o genitor do jovem é o presidente da Câmara de Vereadores.
Federal
Superado o “problema” Catulé jr., o passo seguinte seria asfixiar a candidatura de Paulo Marinho Jr. para federal. Qualquer sabiá das bandas de cá minimente atento sabe que o primogênito marinhiano, caso eleito, também seria, naturalmente, um concorrente às pretensões de reeleição do atual prefeito – ainda mais se a oligarquia voltasse a dar as cartas nos Leões.
Catinga
Mas não deu para descartar PM Jr. As pesquisas internas para avaliação da candidatura do “Zé das Mães” revelaram que elegê-lo não seria um ato automático e nem tão simples como se imaginavam. A catinga dos Marinho ainda teria de ser suportada até algum ponto limite da campanha.
Rompimento
É neste ponto que o ambiente interno dos aliados palacianos se deteriora. Não será surpresa nenhuma para este redator – e nem para a torcida inteira do Flamengo – se até as eleiçõs de outubro vindouro ou logo depois, eclodir um rompimento nas entranhas palacianas.
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Nenhum comentário foi encontrado, seja o primeiro a comentar!