
Weverton Rocha e Tasso Jereissati
O senador eleito Weverton Rocha (PDT/MA) revelou hoje que seu partido não fechou questão em torno do nome do senador Tasso Jereissati (PSDB/MA) na eleição à presidência do Senado. Em conversa por telefone com este redator, o pedetista disse que a sigla discute várias possibilidades e, por isso, mantém abertos canais de diálogos com outros nomes, além do próprio TJ. Enfático, WR – que é o presidente do partido no Maranhão e membro destacado do Diretório Nacional do PDT – falou, inclusive, que pela cotação de hoje, duvida que o cearense venha mesmo ser o candidato dos pedetistas.
A negativa de WR põe mais lenha na fogueira da eleição à presidência do Senado, no instante em que o nome do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE) é incensado como contraponto a Renan Calheiros (MDB/AL). Diante da notória capacidade de articulação do político alagoano – três vezes presidente da Casa –, setores de partidos de Centro-esquerda esboçam apoio a uma hipotética candidatura do cearense. Nesse bojo, até aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro estariam se posicionando em favor do tucano, segundo publicou o jornal O Estado de São Paulo (O Estadão).
Um dos principais articuladores da candidatura de Tasso seria o senador eleito Cid Gomes (PDT/CE), que também é ex-governador do Ceará – um ex-aliado que virou adversário de TJ desde as eleições de 2010, quando ele e o irmão Ciro Gomes abandonaram a candidatura do tucano à reeleição senatorial para dar corpo à estratégia do então presidente Lula da Silva (PT) de aniquilar a oposição.
Mas esta intercorrência na relação entre os irmãos Ferreira Gomes com TS parece já ter sido superada. Semana passada, o tucano avistou-se com o pedetista em Oxford (Inglaterra), onde ambos participaram de um curso da Fundação Lemann. A conversa fluiu e Cid foi autorizado a articular uma candidatura do conterrâneo à presidência do Senado.
Na avaliação de Cid, o perfil de TJ tem força suficiente para bater de frente com Renan e, assim, tentar quebrar a longa hegemonia do MDB no comando da Casa. A proposta teria simpatia de senadores eleitos do PSDB, PDT, PPS, Rede e até de setores do PSL – o partido de Bolsonaro –, que incialmente tende apoiar o senador David Alcolumbre (DEM-AP), que estaria encontrando dificuldade de se viabilizar, o que, em tese, pode beneficiar Tasso, que é visto pelos bolsonaristas como uma opção "moderada".
O problema é que, além do PDT, o nome de TJ também não é unanimidade entre outros partidos de esquerda. O PT, por exemplo, ainda não discutiu formalmente o assunto, mas de acordo com ‘O Estadão’, a sigla defende a manutenção da chamada regra da proporcionalidade – condição que garante ao MDB, por ter a maior bancada no Senado, indicar o presidente da Casa. Petistas de proa avaliam que esta regra impede o Senado de ser tutelado pelo Executivo. Porém, caso Renan não se viabilize, aí sim, o PT poderia apoiar um nome de outra sigla, como o de Tasso, por exemplo, avaliado como independente, devido ao seu perfil.
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Comentários
O Brasil precisa de ordem e progresso
03/12/2018 17:05
Faço votos presidente Senado não atrapalhe projetos Bolsonaro.QUE TRABALHEM EM PROL DO BRASIL CRESCER.SAIR DA CORRUPCAO QUE JA ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES