É chegada a hora de fazer o inventário das dores e das alegrias vivenciadas em 2018. Foi um ano difícil. De perdas, sobretudo. Muita gente da estima e admiração deste redator foi chamada para o outro plano espiritual.
Gente como meu tio Aedo Silveira, exemplo de caráter ilibado e maior orador que este repórter já ouviu; Ou o patrão Humberto Coutinho, que nos deixou exemplos de humildade e ética – conviver com ele foi uma honra e um grande aprendizado; Ou, ainda, o mestre Luzimar Almada Viana, que iniciou este advogado, quando ainda estagiário, no incrível mundo do tribunal do júri, deu a primeira toga e ensinou as manhas e artimanhas da advocacia criminal – aquelas que não se aprendem nos livros e nem nos bancos da faculdade.
Este redator será eternamente grato a Deus pela experiência do convívio, em algum momento, grau ou estágio, com essas figuras de luz.
Assim é a vida, este misto de contrastes, de luz e sombra. O ano findante, que veio cheio como um balão de festa, agora está prestes a esvaziar-se ante a aproximação do Novo Ano. E já ao apagar das luzes, cresce a saudade dos que fizeram a passagem, tão numerosos, e de diferentes faixas etárias.
Possa 2019 reavivar a fé dos descrentes, e acordar nos corações o Deus da infância. Suster no ar a mão assassina e mudar o ódio em amor e a vingança em perdão. E a todos garanta a tranquilidade necessária para suportar os revezes da travessia.
Salve 2019, que seja o amanhecer de um novo tempo.
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