Ricardo Marques

Estradas federais no Brasil são verdadeiros campos de batalha

Publicado: 27/02/2019 10:20 - Atualizado em 27/02/2019 00:00 - 0 comentário


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BR-316, trecho entre Caxias e Timon carece de duplicação e mais redutores eletrônicos de velocidade 

O grave acidente registrado no começo da manhã desta segunda-feira (25) na BR-316, entre Caxias e Timon, que resultou na morte de um jovem ciclista, é mais um alerta à urgente e necessária ampliação daquele trecho da rodovia, que expõe a triste realidade das estradas federais que cruzam o País, onde 83,4 mil pessoas morreram somente entre 2007 e 2017, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). A estatística assombra a opinião pública, nacional e internacional. Apenas no Maranhão, foram mortas 286 pessoas nas BR’s que cruzam o Estado. No acumulado dos últimos 18 meses, a média é de 15,9 mortes por mês, dentro do território maranhense. 

As causas da tragédia nas estradas federais já estão identificadas, sendo seus eixos principais, do ponto de vista estrutural, a falta de sinalização e baixa qualidade da pavimentação. Do ponto de vista subjetivo, predomina a falta de atenção dos condutores, a desobediência à sinalização da via, a não manutenção de distância segura em relação ao veículo da frente, a condução sob efeito de álcool e a velocidade incompatível com aquela permitida.

No trecho da BR-316 que fica entre Caxias e Timon, além da duplicação da via, se faz imprescindível o aperfeiçoamento da tecnologia de monitoramento de velocidade para uma fiscalização mais efetiva do tráfego. O número de redutores eletrônicos é irrisório e maioria está desativada. A pesquisa Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura, da CNT detectou que, nos trechos de 10 quilômetros de extensão das BR’s onde não existem radares de velocidade, morrem 12,5 pessoas a cada 100 acidentes. Com a presença dos controladores, esse índice baixa para 8,5.

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