Ricardo Marques

Pobreza ainda é o grande desafio a ser superado pelo Maranhão, apesar de inegáveis avanços

Publicado: 27/11/2019 07:14 - Atualizado em 27/11/2019 00:00 - 0 comentário


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Verdade que a situação socioeconômica da população já esteve pior, mas a pobreza ainda é o principal vilão a ser enfrentado no Maranhão. Os índices divulgados pelo IBGE são terrivelmente ruins. Absurdos 20% da população maranhense vivem em situação de extrema pobreza – pessoas que vivem com um rendimento domiciliar per capita mensal entre R$ 145 e R$ 420.

Essa realidade, demonstrada em números, não é justificável, se elevado em conta o fato de o Maranhão ser um estado de extensão territorial amazônica, com áreas agricultáveis do tamanho da área completa de muitos estados. No Maranhão também não há a mesma limitação de recursos hídricos existente em estados nordestinos como Ceará, Piauí e Alagoas, por exemplo.

A pobreza extrema no Brasil está mais aguda, sobretudo, nos estados que formam as regiões Norte e Nordeste. Os dezesseis estados onde estão concentrados os piores indicadores estão localizados nessas duas regiões. Aliás, em se tratando da parte de cima do mapa do Brasil, apenas Roraima, Tocantins e Rondônia apresentam índices de pobreza extrema abaixo dos 10% da população.

Por outro lado, em situação diametralmente oposta aos estados do Norte e do Nordeste, estão aqueles que integram as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Reação

Ainda que a situação atual seja considerada tétrica, é justo destacar que o ambiente socioeconômico do Maranhão já esteve pior. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizado em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), revela que entre 2016 e 2017 o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) do Maranhão subiu de 0,682 para 0,687, obtendo a 8º melhor variação do país para o período.

E é inegável que essa melhora na condição socioeconômica do Maranhão, ainda que longe daqueles patamares desejados, tem a ver com o resultado positivo de políticas públicas de enfrentamento às desigualdades sociais, como o Programa Escola Digna, a Força Estadual de Saúde, os Iema’s, ações na agricultura familiar e o Plano Mais IDH, lançado pelo governador Flávio Dino em 2015, com foco nas 30 cidades mais carentes do Estado.

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