Caiu como uma bomba a exoneração da professora Sílvia Carvalho, da Secretaria Municipal da Educação de Caxias. O caso está envolto em muita especulação. Ninguém sabe, de certo, quais teriam sido as motivações para tal desfecho.
Confesso que eu também não tenho elementos suficientemente robustos para afirmar categoricamente o que teria levado ao limite a relação da agora ex-secretária com o prefeito Léo Coutinho. Não consegui falar nem com ele, e nem com ela. A mim, pareceu ter havido algum ato extremo de insubordinação.
É certo que Sílvia Carvalho é competente naquilo que faz. Do contrário não teria passado tanto tempo à frente da Secretaria de Educação, pasta das mais estratégicas e fundamentais para qualquer governo, seja ele da esfera municipal, estadual ou federal.
Não custa lembrar, Sílvia Carvalho detém o recorde de permanência à frente da Secretaria Municipal de Educação de Caxias. É de longe a figura mais longeva no cargo. Foi nomeada em janeiro de 2005, pelo então prefeito Humberto Coutinho, e permaneceu até ontem, sob a gestão do prefeito Léo Coutinho. De lá para cá, se vão 10 anos. Neste tempo, Sílvia esteve fora por um curtíssimo período apenas, algo em torno de seis meses, no início do atual governo.
Mas, se é assim tão competente e conhecedora daquilo que faz, por que, então, Sílvia Carvalho caiu?
Taí uma pergunta que não quer calar!
Sílvia Carvalho, e isto não é nenhum segredo, tem a personalidade forte. Conviver com ela não é nada fácil – mesmo para os amigos dela, grupo a qual eu me incluo. Embora forjada nos movimentos sociais, onde o ambiente é marcado por intensos debates, a ex-secretária é pouco afeita ao diálogo. Ouve pouco e impõe muito.
Ocorre que quem manda é o prefeito. Secretário não é impedido de pensar, pelo contrário, tem obrigação de pensar. Eu costumo dizer que secretário bom é aquele que gera fatos positivos. Mas quem manda, repito, é o prefeito. A palavra final é dele. Ele foi eleito para isto. Há momentos em que não há como digerir insubordinações de quem quer que seja. Até porque, ninguém é insubstituível.
Apesar de sempre aberto ao diálogo e do perfil conciliador, o prefeito Léo Coutinho é quem manda no Governo. Ele costuma ouvir atentamente a todos. Secretários, demais colaboradores, amigos, familiares... Pessoas nas ruas. Procura conhecer opiniões diferentes, antes de decidir-se. Mas quem decide é ele! Léo Coutinho é um prefeito que não se exime das suas responsabilidades de líder. Quem convive de perto com ele sabe disso. Talvez agora aqueles que ainda não conseguiram entender isto caiam na real.
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