Ricardo Marques

Que Brasil queremos para nós?

Por: Ricardo Marques | Publicado: 17/08/2015 17:22 - Atualizado em 17/08/2015 00:00 - 0 comentário


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As manifestações populares voltaram a pautar o noticiário nacional. As principais redes de rádio e tv escalaram equipes para cobrir a movimentação domingueira nas principais cidades do país. O “dia seguinte”, como era esperado, ganhou ênfase na repercussão midiática.

 

Na esfera das redes sociais, houve literalmente um “racha”. Partidários do petismo afirmaram que o resultado das manifestações saiu aquém daquilo esperado pelos organizadores. Os antipetistas, por sua vez, seguiram no caminho oposto e sustentaram que o público presente superou as mais otimistas expectativas. Natural que seja assim numa democracia.

 

Perda de tempo adentrar no mérito deste ponto da discussão. Tais manifestações, no atual contexto herdado da derradeira eleição presidencial -a mais disputada desde a redemocratização do país-, é paixão aflorada e, como tal, discuti-la é chover no molhado.

 

Há um ponto, entretanto, que não se pode deixar de por em pauta: o atual momento de debate com temperatura elevadíssima, onde discussões que, em tese, deveriam limitar-se às questões de foro ideológico descambam para agressões pessoais e fazem tombar antigas amizades, exige uma reflexão mais apurada acerca daquilo que queremos para o Brasil.

 

Muito se tem discutido, sobretudo nos últimos dias, acerca da legalidade ou não de um pedido de impeachment da presidente Dilma. Desnecessário debater aqui razões pró e contra tal medida. Entendo que há outros pontos que precisam ser exaustivamente observados antes de se falar em qualquer medida extremada.

 

É preciso, antes de tudo, buscar compreender que cenários possíveis se desenhariam com a efetivação de um impeachment presidencial a esta altura do campeonato. O momento não nos permite deixar embalarmos por simplismos oriundos de paixões partidárias ou ranços eleitorais exacerbados. Compreendo que não estamos bem, porém os cenários que se vislumbram à frente exigem da nossa gente maturidade e bom senso. Basta analisar que figuras sairiam ganhando com uma eventual saída abrupta de Dilma no contexto atual. E, pelo menos até onde minha limitação me permite enxergar, o que vejo não é o paraíso. 



Fonte: Ricardo Marques

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