Ricardo Marques

FHC sugerir renúncia à Dilma é exercício de leviandade

Por: Ricardo Marques | Publicado: 18/08/2015 10:13 - Atualizado em 18/08/2015 00:00 - 0 comentário


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O laudo cadavérico do jornalista Paulo Francis atesta que a causa mortis foi infarto. Ele tinha 66 anos e seu corpo foi encontrado em 4 de fevereiro de 1997, em seu apartamento, em Nova York (EUA). Um erro médico contribuíra para o óbito. O jornalista, seguramente um dos mais importantes e influentes do jornalismo contemporâneo brasileiro, procurou seu fisioterapeuta reclamando de dores no ombro esquerdo. O médico diagnosticou bursite e receitou um anti-inflamatório. Foi fatal.

 

Seus amigos mais próximos, no entanto, garantem que Francis foi morto pela Petrobras. Muitos não se conformam até hoje.

 

Paulo Francis, na época comentarista político da Rede Globo, estaria emocionalmente abalado por ser réu em um processo (ajuizado em Nova York) movido por diretores da Petrobras, que pediam uma indenização de 100 milhões de dólares por danos morais.

 

Durante uma edição do programa ‘Manhattan Connection’, Francis afirmara que o alto comando da empresa praticava corrupção e que vários de seus dirigentes mantinham dinheiro de propina em contas na Suíça.

 

Paulo Francis tinha razão: havia roubalheira na Petrobras. O problema é que ele não conseguiu provar o que disse. Qualquer estudante de direito conhece o brocardo: “dicere et no probare, et no dicere” (dizer e não provar é o mesmo que não dizer).

 

Como se vê, a corrupção na Petrobras não é nenhuma criança. O que, certamente, não dá aos petistas o direito de saquearem os cofres dela ou de qualquer outra empresa, seja estatal ou privada. Ainda mais porque, se na oposição estivesse, no atual contexto, o PT já teria tocado fogo no país defendendo “moralidade e ética na coisa pública”. Mais hipócrita e demagógico impossível!

 

Agora, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vir a público e sugerir à presidente Dilma que renuncie ao mandato é no mínimo um exercício barato de leviandade.

 

Ora, FHC era o presidente da República quando a corrupção na Petrobras veio à tona pela boca de Paulo Francis. Não que tal corrupção tenha nascido durante o seu governo. Nada a ver. Ela -a corrupção-, já estava lá. O jornalista apenas deu visibilidade à roubalheira. Entretanto, o hoje “arauto da moralidade” nada fez para demover seus subordinados da pretensa ação indenizatória contra o jornalista.

 

E mais, quem não lembra do escândalo das concessões de rádio e tevê liberadas em troca da aprovação da PEC da reeleição, que garantiu aos tucanos mais 4 anos no poder?

 

Votei no Aécio –já disse aqui, noutra ocasião-, e votaria nele, hoje, com ainda mais convicção. No entanto, não corroboro com o impeachment da presidente Dilma. Pelo menos até agora, quando não há um fato concreto que justifique tal medida extremada. Até porque, a petista está refém de uma trupe de profissionais da política craques na arte de extorquir o País.

 

Permitir o Brasil conduzido sob a batuta desses que se beneficiariam de um eventual impeachment, repito, a esta altura do campeonato, seria o mesmo que desistir do País. Me perdoem os contrários ao meu entendimento, mas não enxergar o que está à frente, com essa rapaziada que quer o poder a qualquer custo, é ingenuidade.

 

Saiba mais sobre o processo de diretores da Petrobras contra o jornalista Paulo Francis:

 



Fonte: Ricardo Marques

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