O fato registrado no início da manhã desta quarta-feira (04), numa sala de aula da escola estadual Inácio Passarinho, quando um garoto deu um tiro no próprio peito, revela a fragilidade da segurança dentro das nossas unidades escolares, sejam elas da rede de ensino pública ou privada. Não há um controle severo de acesso às escolas de Caxias (MA). Qualquer pessoa pode entrar e sair carregando uma arma (ou droga) na hora que quiser. Basta querer.
A gente sempre imagina que casos como o desta quarta não acontecem com as nossas crianças. Mas acontecem, sim. Taí, aconteceu! Não adianta querer tapar o sol com a peneira. Nenhuma comunidade está imune a um problema desses. Simplesmente não dá para prever.
O garoto que atentou contra a própria vida é um menino do bem. Estudioso, bom amigo, boa praça... Colegas de escola e professores foram unânimes em dizer que o garoto é um menino bom, o que torna ainda mais difícil compreender as motivações que o levaram a tomar atitude tão extremada e inesperada.
Neste instante, a família deve estar se preguntando onde falhou. O momento não é de se buscar culpados ou motivações para o ocorrido. É hora de olhar para frente. De apoiar o garoto e fazê-lo enxergar o quanto ele é amado pela sua família, por seus amigos e seus mestres. É sempre possível seguir adiante, basta apoio e confiança.
É tempo de lembrar que qualquer um de nós pode passar por uma situação dessas, independente da idade, sexo, condição social, grau de escolaridade, credo religioso... Todos nós estamos sujeitos a passar por este tipo de situação.
Que o incidente desta última quarta-feira sirva de alerta para diretores de escolas e autoridades policiais. Se um adolescente consegue entrar com um revólver numa das maiores escolas da rede estadual, fica evidente a falha na segurança.
Fonte: Ricardo Marques
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