Das 20 cidades com as maiores taxas de mortes violentas no Brasil, 16 estão no Nordeste. É um retrato alarmante de um país onde a desigualdade social e o abandono do Estado continuam matando. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as guerras entre facções pelo controle do tráfico de drogas são o principal combustível dessa tragédia — travada nas periferias, longe dos olhos do poder.
E o alerta fica ainda mais grave no Maranhão: foi o estado com o maior aumento proporcional de mortes violentas no país — 12,1% a mais em apenas um ano. Um salto preocupante, que mostra como a criminalidade está ganhando terreno onde faltam políticas públicas, presença do Estado e oportunidades reais para a juventude.
No outro extremo, São Paulo lidera como o estado menos violento, resultado de anos de investimento em segurança, inteligência policial e ações sociais. Isso prova que não se trata apenas de repressão, mas de planejamento e compromisso.
A verdade é que, sem ações coordenadas — que envolvam educação, emprego, urbanização e combate à corrupção policial — o Nordeste vai continuar enterrando seus jovens enquanto o país segue contabilizando corpos.
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