Ricardo Marques

Uma vergonha que o Maranhão insiste em ignorar

Publicado: 29/07/2025 07:27 - Atualizado em 29/07/2025 07:30 - 0 comentário


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Num estado onde a riqueza cultural é imensa, o básico ainda é luxo. O Maranhão, em pleno século XXI, convive com um cenário vergonhoso de abandono no saneamento básico. Quase 3 milhões de pessoas não têm acesso à água potável. Isso mesmo: água limpa, essencial à vida, ainda falta para milhões de maranhenses.

Quando o assunto é esgoto, o retrato é ainda mais sombrio: cerca de 6 milhões de pessoas vivem sem qualquer serviço de coleta. Apenas 14,1% do esgoto gerado no estado é tratado. O restante vai direto para rios, mares, lençóis freáticos — e para dentro das casas, em forma de doença. Resultado? Mais de 30 mil internações por ano causadas por essa negligência estrutural.

E como se não bastasse, quase metade da população sequer tem banheiro em casa. A realidade é feita de fossas rudimentares, contaminação, poluição e abandono.

Enquanto isso, a CAEMA (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão), que deveria garantir o mínimo de dignidade, assiste de camarote a essa calamidade. Uma gestão apática, ineficiente e cúmplice desse abandono.

Saneamento não é luxo. É o mínimo. É o que separa civilização de abandono.  O que acontece no Maranhão é inadmissível — e precisa ser dito em alto e bom som: isso é um escândalo!

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