Num estado onde a riqueza cultural é imensa, o básico ainda é luxo. O Maranhão, em pleno século XXI, convive com um cenário vergonhoso de abandono no saneamento básico. Quase 3 milhões de pessoas não têm acesso à água potável. Isso mesmo: água limpa, essencial à vida, ainda falta para milhões de maranhenses.
Quando o assunto é esgoto, o retrato é ainda mais sombrio: cerca de 6 milhões de pessoas vivem sem qualquer serviço de coleta. Apenas 14,1% do esgoto gerado no estado é tratado. O restante vai direto para rios, mares, lençóis freáticos — e para dentro das casas, em forma de doença. Resultado? Mais de 30 mil internações por ano causadas por essa negligência estrutural.
E como se não bastasse, quase metade da população sequer tem banheiro em casa. A realidade é feita de fossas rudimentares, contaminação, poluição e abandono.
Enquanto isso, a CAEMA (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão), que deveria garantir o mínimo de dignidade, assiste de camarote a essa calamidade. Uma gestão apática, ineficiente e cúmplice desse abandono.
Saneamento não é luxo. É o mínimo. É o que separa civilização de abandono. O que acontece no Maranhão é inadmissível — e precisa ser dito em alto e bom som: isso é um escândalo!
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