POR RICARDO MARQUES
Donald Trump voltou ao centro do noticiário, comemorando o que chama de “nova era de paz” no Oriente Médio. O cessar-fogo entre Israel e o Hamas, a libertação de reféns e o encontro diplomático no Egito são, sem dúvida, marcos importantes. Mas é preciso olhar além do discurso.
O acordo foi costurado sem participação plena dos palestinos e mantém velhos desequilíbrios — Israel segue com controle territorial e militar, enquanto Gaza enfrenta ruínas, bloqueios e um futuro incerto. Chamar isso de paz pode soar, no máximo, como exagero político.
Trump busca capitalizar o momento, apresentando-se como o mediador que encerrou uma guerra que ele próprio ajudou a acirrar, anos atrás, com o reconhecimento unilateral de Jerusalém como capital israelense.
Sim, há trégua, e isso salva vidas — mas paz verdadeira exige justiça, reconstrução e diálogo real. Sem isso, o “acordo histórico” de hoje pode se transformar, amanhã, em mais um intervalo entre tragédias.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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