POR RICARDO MARQUES
Tem circulado por aí uma fake news insistente: a de que o governo estaria “contando beneficiários do Bolsa Família como trabalhadores” para maquiar números do emprego. Isso simplesmente não é verdade — e é importante explicar com clareza.
Quem mede emprego e desemprego no Brasil é o IBGE, por meio da PNAD Contínua — a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. E o critério é objetivo: só é considerado ocupado quem trabalhou, ainda que por uma hora, na semana pesquisada. Não importa se a pessoa recebe ou não qualquer benefício social.
Da mesma forma, só é considerado desempregado quem não trabalha, está disponível e procura emprego. Quem não trabalha nem procura vaga fica fora da chamada força de trabalho. Simples assim.
O Bolsa Família não transforma ninguém em trabalhador, nem em desempregado. Ele não entra no cálculo. É um programa de transferência de renda, voltado à pobreza, não uma estatística de emprego.
Espalhar o contrário é desinformar, confundir e alimentar desconfiança nas instituições. Crítica é legítima. Fake news, não.
Antes de compartilhar manchetes fáceis, vale buscar como os dados são realmente produzidos. Informação séria ainda é o melhor antídoto contra a mentira travestida de opinião. Infelizmente, como disse Mark Twain, “É mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que foram enganadas.”
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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