POR RICARDO MARQUES
A reforma administrativa volta ao centro das discussões no Congresso. O Brasil tem hoje cerca de 12 milhões de servidores públicos ativos, segundo o Anuário de Gestão de Pessoas no Serviço Público 2025 e o Atlas do Estado Brasileiro, do Ipea. Em vinte anos, o funcionalismo cresceu acima da média da iniciativa privada — impulsionado, sobretudo, pela ampliação dos serviços de educação, saúde e segurança.
A proposta em debate pretende mudar as regras do jogo. Entre os principais pontos: o fim dos supersalários, a criação de avaliações obrigatórias de desempenho e a unificação das tabelas de remuneração entre União, Estados e municípios. A ideia é conter gastos e aproximar a gestão pública das práticas do setor privado.
Os defensores afirmam que a reforma pode tornar o Estado mais eficiente e equilibrar as contas públicas. Já os críticos temem que mudanças mal calibradas abram espaço para perseguições políticas, enfraqueçam carreiras essenciais e desestimulem novos talentos no serviço público.
No fim, o desafio é equilibrar eficiência e valorização — sem transformar a necessária modernização do Estado em simples corte de custos.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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