POR RICARDO MARQUES
Em 2022, a taxa de extrema pobreza do Maranhão era de exatos 22,8% da população. Já em 2024, esse percentual caiu para cerca de 10%. É uma redução expressiva — de mais da metade — embora o problema ainda esteja longe de ser superado. Quando olhamos a pobreza de forma mais ampla, os dados mostram que 46,1% da população maranhense ainda vivem em situação de pobreza. É um índice elevado, que revela o tamanho do desafio histórico e estrutural do estado.
Mas é preciso reconhecer que houve avanços. Essa queda na extrema pobreza dialoga com a ampliação de políticas públicas voltadas à renda e à segurança alimentar. Voltado a famílias que recebem outros auxílios, mas ainda têm renda per capita abaixo da linha de extrema pobreza, o programa Maranhão Livre da Fome, por exemplo, garante R$ 200 por família, com adicional de R$ 100 por pessoa com deficiência e R$ 50 por criança de até seis anos. Além disso, as famílias beneficiárias podem receber bônus pontuais de até R$ 100, vinculados a ações de capacitação e acompanhamento em saúde.
Somam-se a isso os Restaurantes Populares, que já ultrapassam duzentas unidades, oferecendo alimentação a preço simbólico e fortalecendo a produção local. Os dados mais recentes também apontam queda da insegurança alimentar grave, sinal de que essas políticas começam a produzir efeitos concretos.
O Maranhão ainda enfrenta desafios profundos, sociais e regionais. Mas enfrentar a pobreza exige continuidade, responsabilidade e prioridade pública. Os números mostram que há um caminho sendo construído.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Nenhum comentário foi encontrado, seja o primeiro a comentar!