POR RICARDO MARQUES
A vida é essa breve passagem entre dois mistérios: o de onde viemos e o para onde vamos. A morte nos assusta não apenas pelo fim, mas pelo desconhecido — e, sobretudo, pelo medo de deixar para trás quem amamos e sonhos que nunca tivemos coragem de viver.
Muitos não fracassam por falta de talento, mas por excesso de medo. Medo de tentar, de errar, de amar, de recomeçar. E aqui surge a pergunta incômoda: o que é mais assustador, o medo da morte ou o medo de viver plenamente?
O destino está escrito, como dizem os antigos — Maktub — ou é traçado a cada escolha que fazemos? Talvez as duas coisas coexistam. O caminho pode existir, mas os passos são nossos. Somos autores, ainda que não controlemos o final da história.
E o amor? Ama-se uma única vez ou várias? Talvez o amor seja eterno na essência, mas muda de rosto ao longo da vida. Ele nasce do encontro improvável entre coragem e entrega — e sempre exige risco.
No fim, viver é aceitar o mistério, agir apesar do medo e amar sem garantias. Porque não viver, isso sim, é morrer todos os dias.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Nenhum comentário foi encontrado, seja o primeiro a comentar!