POR RICARDO MARQUES
Os novos dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) trazem uma notícia que merece atenção — e algum otimismo. Em apenas dois anos, a participação das classes A, B e C no Maranhão saltou de 44,37% para 54,96%. Um avanço de 10,59 pontos percentuais. Não é detalhe estatístico. É gente saindo da pobreza, entrando na classe média, ampliando consumo, oportunidades e expectativas.
Esse movimento ajuda a entender por que o Banco do Brasil projeta crescimento de 3,5% do PIB maranhense em 2025. Se confirmado em março — quando sai o resultado oficial — será o maior do Nordeste e acima da média nacional. Um desempenho que não surge por acaso: há mais renda do trabalho, políticas sociais integradas e uma economia mais ativa.
Mas aqui começa o ponto decisivo. Crescer é essencial. Manter o ritmo, estratégico. Agora, o grande desafio do governo é transformar esse crescimento em qualidade de vida concreta. Em escola melhor, saúde mais eficiente, emprego estável, serviços públicos que funcionem. Porque desenvolvimento que não chega à casa das pessoas vira apenas número bonito em planilha.
O Maranhão mostra que pode crescer. Agora precisa mostrar que sabe converter crescimento em bem-estar. Esse é o desafio maior.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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