POR RICARDO MARQUES
Os números falam baixo, mas dizem muito. Em 2025, os partidos políticos do Brasil perderam mais de duzentos mil filiados. É gente saindo em silêncio, desistindo da carteirinha, abandonando a sigla, virando as costas para a política organizada. Não é detalhe estatístico. É sintoma. Sintoma de um eleitor cansado, desconfiado, saturado de promessas recicladas e alianças sem alma.
Os partidos, quase todos, encolheram. MDB, PSDB, PP, PDT, União Brasil… todos perderam gente. O recado é simples: o eleitor já não acredita que o partido seja instrumento de mudança. Vê máquina, vê burocracia, vê carreira pessoal… E sai.
Mas aí vem o Maranhão. E o Maranhão resiste. Resiste como quem segura uma fotografia antiga. Aqui, os grandes partidos seguem fortes, cheios de filiados, capilarizados nos municípios, sustentados por estruturas tradicionais, lideranças locais, relações históricas. No Maranhão, a política ainda se organiza mais pelo território do que pela ideia.
O contraste é revelador. Enquanto o Brasil moderno se afasta da política partidária, o Maranhão preserva o velho modelo que ainda decide eleição, constrói palanque e distribui poder. Não por virtude, mas por inércia. Não por confiança, mas por dependência.
O alerta está dado. Partido que não se reinventar vai continuar perdendo gente. E política sem gente vira só acordo de cúpula, longe da rua, longe do eleitor, longe da vida real.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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