POR RICARDO MARQUES
Existe um momento silencioso na vida em que a alma começa a sussurrar: “já não é mais aqui”. E quase sempre nós resistimos. Resistimos porque partir dói. Porque o conhecido, mesmo imperfeito, parece mais seguro do que o desconhecido que nos chama.
Mas há sinais. Eles aparecem quando o entusiasmo vira peso, quando a alegria se transforma em obrigação, quando permanecer exige que você traia quem você é. O coração perde brilho, os sonhos ficam empoeirados, e a paz — aquela paz profunda — desaparece. Esses são avisos, não castigos.
Partir não é fracassar. Partir é reconhecer que ciclos têm tempo certo. É entender que portas fechadas também são gestos de amor do destino, empurrando-nos para caminhos mais verdadeiros. Quem insiste em ficar onde já terminou, adoece a esperança.
Virar a página exige coragem, mas também fé: fé de que algo novo nos espera, fé de que a vida não tira — ela redireciona. E muitas vezes, só depois do adeus é que descobrimos quem realmente somos.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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