POR RICARDO MARQUES
O Maranhão virou manchete nacional — e, convenhamos, não foi por boas razões.
Agora, o vice-governador Felipe Camarão se vê no centro de mais uma tempestade. Não é fofoca de bastidor, não é intriga de corredor — é pedido formal de afastamento, com direito a investigação sobre suposta lavagem de dinheiro, movimentações milionárias e até uma tal “rede de laranjas”.
E aí o enredo ganha escala: saiu do grupo de WhatsApp e foi parar nas páginas de O Globo. Pronto. Nacionalizou.
Mas reparem… isso aqui não começa agora.
Antes, tivemos os prints. Mensagens vazadas. Comentários misóginos, sexistas contra a deputada Mical Damasceno. Um episódio constrangedor que deixou marcas — e um silêncio que falou alto.
Agora, entramos na fase do Pix. E não é qualquer Pix, não… estamos falando de Pix de milhões, segundo a investigação do GAECO — o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.
É a política que vai do erro moral à suspeita financeira… sem escalas.
É como se a política tivesse migrado do constrangimento moral para a suspeita patrimonial. Evolução? Não. Degeneração mesmo.
E, claro, vem a defesa: perseguição política, vazamento criminoso, armação. O script é conhecido. Em Brasília, em São Luís, em qualquer lugar — o manual da crise já está pronto, plastificado.
Mas o problema, meus caros, não é só o episódio. É a reincidência.
Porque quando um político aparece mais pelas polêmicas do que pelas entregas… algo está profundamente errado.
E o cidadão, lá na ponta, olhando isso tudo, se pergunta: estamos condenados a essa sucessão de escândalos — onde a política vira novela, mas sem herói, só com suspeitos?
No fim, sobra a sensação de déjà vu: muda o capítulo, mas o roteiro continua o mesmo.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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