Ricardo Marques

Quarta-feira da Traição

Por: O comentário do dia de Ricardo Marques | Publicado: 01/04/2026 07:37 - 0 comentário


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POR RICARDO MARQUES 

A tradição cristã chama a Quarta-feira Santa de Dia da Traição. É quando se recorda o momento em que Judas decide entregar Jesus por algumas moedas. A história é antiga, mas o mecanismo é eterno: a troca de lealdade por conveniência.

Talvez por isso a política seja um terreno tão fértil para traições. Ali, muitas fidelidades duram apenas até a próxima eleição — ou até a próxima oportunidade. Entenda: mudar de opinião ou trocar de grupo é aceitável. O feio é mudar no meio de uma batalha eleitoral. Aí é sacanagem!

No Maranhão, temos exemplos frescos na memória. Em 2022, o então presidente da Assembleia, Othelino Neto, fazia juras quase litúrgicas de fidelidade ao senador Weverton, então candidato ao governo. Era devoção pública, dessas que parecem indestrutíveis. Mas a política tem seus milagres — ou seus preços. Bastou lhe oferecerem para a mulher a vaga de primeiro suplente de Flávio Dino, e… pimpa! — a fidelidade do alemão evaporou como incenso ao vento.

No mesmo enredo eleitoral, outra trairagem notável foi protagonizada pela senadora Eliziane Gama — logo ela, que se diz crente. Mudanças de posição que, na política, costumam ser explicadas como estratégia… mas que o eleitor muitas vezes enxerga como covardia mesmo.

No fundo, o Dia da Traição não é apenas uma lembrança religiosa. É também um espelho da natureza humana — onde a lealdade vale muito… até aparecer algo que pareça valer mais.

Veja o comentário em vídeo (aqui)



Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques

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