POR RICARDO MARQUES
Os números mais recentes da alfabetização no Brasil trouxeram uma boa notícia — mas também um alerta.
O Maranhão avançou.
Saiu de 56% de alfabetizados em 2023 para 69% em 2025.
Ultrapassou a média nacional que ficou em 66%.
Esses números confirmam aquilo que venho afirmando: ainda que gradualmente, o Maranhão tem avançado sob a gestão do governador Carlos Brandão.
É um fato. E precisa ser reconhecido.
Mas aí entra a pergunta que realmente importa: esse resultado da alfabetização é suficiente?
Porque, enquanto comemoramos os 69%,
o Ceará chega a 84%.
Outros estados batem 80%.
Ou seja: nós melhoramos — mas ainda estamos longe de onde deveríamos estar.
E aqui cabe um ponto essencial, que especialistas como Claudia Costin vêm alertando há anos: educação não se resolve com espasmos de governo. Resolve-se com política de Estado.
Não é só crescer.
É saber como crescer — e, sobretudo, sustentar esse crescimento.
Porque o Brasil ainda erra no método, ainda falha na base e ainda produz, em muitos casos, analfabetos funcionais — pessoas que leem, mas não compreendem o que leram.
A meta do Brasil é alfabetizar 80% da população até 2030.
E aí está o risco: transformar avanço em ilusão.
O Maranhão saiu do atraso mais profundo,
mas ainda não chegou ao patamar de excelência.
E educação não admite meio termo.
Ou alfabetiza na idade certa…
ou condena uma geração inteira a correr atrás do prejuízo.
Avançamos? Sim.
Mas ainda estamos devendo.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Nenhum comentário foi encontrado, seja o primeiro a comentar!