POR RICARDO MARQUES
Há um número que pouca gente comenta — talvez porque ele atrapalhe certos discursos prontos.
Segundo levantamentos baseados no piso nacional do magistério, definido pelo MEC, e nas tabelas salariais dos estados — compilados por entidades como a CNTE — a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação — o Maranhão está entre os estados que melhor pagam professores no Brasil.
Repito: o Maranhão.
Ao lado de Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima e Mato Grosso, o estado figura entre os cinco com maiores salários iniciais da rede estadual.
Isso não é opinião.
É dado.
Agora, atenção: isso não significa que a educação do Maranhão seja exemplo.
Não é.
Salário é só uma parte do problema.
Mas também não dá pra ignorar o fato: enquanto muitos estados mais ricos mal cumprem o piso, o Maranhão paga acima — o segundo melhor salário do Brasil.
E isso desmonta uma narrativa conveniente — a de que aqui tudo é atraso, tudo é incompetência, tudo é incapacidade.
Não é bem assim.
Quando acerta, o Maranhão mostra que pode.
E quando pode… fica ainda mais evidente que o que falta não é só recurso.
É prioridade.
É compromisso com resultado.
O Maranhão avança com Brandão, basta observar os indicadores sem paixão. Mas os desafios ainda são amazônicos.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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