POR RICARDO MARQUES
A vida é, no fundo, uma sucessão de decisões. Algumas parecem pequenas — escolher a roupa, o caminho até o trabalho, a hora de sair de casa. Outras têm peso de destino: aceitar ou recusar um emprego, começar ou terminar um relacionamento, mudar de cidade, mudar de vida.
E é curioso: decidir é algo cotidiano, quase banal. Mas, ao mesmo tempo, pode nos paralisar. Porque toda decisão carrega um risco. Quando escolhemos um caminho, inevitavelmente abandonamos outros.
Talvez seja por isso que tanta gente adie decisões. Espera o momento perfeito, a certeza absoluta, o sinal inequívoco do universo. Só que esse momento raramente chega. A vida não oferece garantias — oferece escolhas.
Decidir é, portanto, um ato de coragem. É aceitar que o futuro é incerto, mas ainda assim dar um passo.
Hemingway dizia que o único valor que temos como seres humanos são os riscos que corremos. E talvez seja exatamente isso que define uma vida: não as certezas que tivemos, mas as decisões que ousamos tomar.
No fim das contas, não decidir também é uma decisão — e, muitas vezes, a mais arriscada de todas.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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