POR RICARDO MARQUES
Às vezes, a política fala mais pelos gestos do que pelas palavras.
O que aconteceu no Rio Grande do Sul não é um fato isolado. É um recado. E recado claro.
Sob orientação direta do presidente Lula da Silva, o PT abriu mão de candidatura própria para apoiar o PDT ao governo estadual. Edegar Pretto saiu de cena para viabilizar Juliana Brizola. Em troca, o PDT reforça o palanque nacional de Lula.
Simples assim: prioridade absoluta é a reeleição.
E quando a prioridade é essa, os estados deixam de ser fim — e passam a ser meio.
É aí que o Maranhão entra nessa equação.
Por aqui, o presidente já disse, sem rodeios, ao governador Carlos Brandão que seu candidato ao Senado é Weverton Rocha, do PDT. Não é um detalhe. É uma sinalização política forte.
E mais: dentro dessa lógica de composição, cresce a tendência de o PT manter o alinhamento local — o que aponta para o apoio ao pré-candidato ao governo Orleans Brandão.
Não se trata de preferência regional — muito embora a maioria petista seja favorável à aliança com Orleans. Trata-se de estratégia nacional.
O que se viu no Sul pode muito bem ser o ensaio do que virá no Nordeste — o Ceará já foi enquadrado. O Piauí idem.
Na política, quem não entende os sinais… costuma ser atropelado por eles.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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