Ricardo Marques

Guns, Roses N’ Island

Por: O comentário do dia de Ricardo Marques | Publicado: 21/04/2026 11:10 - Atualizado em 21/04/2026 11:13 - 0 comentário


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POR RICARDO MARQUES 

É hoje.

Não é apenas uma data no calendário — é um daqueles momentos em que a rotina cede espaço ao extraordinário.

Nesta terça-feira de Tiradentes, São Luís recebe o Guns N’ Roses.

E não se trata apenas de um show.

Há noites que passam.

E há noites que ficam.

O Guns N’ Roses, com toda a sua carga de excessos, talento e rebeldia, atravessou décadas sem se domesticar. Sobreviveu ao tempo — e isso, por si só, já o transforma em mito.

Mas hoje, esse mito pisa em uma cidade que também nunca foi comum.

São Luís não é só cenário — é personagem.

Cidade de histórias sussurradas entre azulejos, de becos que guardam segredos, de uma cultura que não se dobra à pressa do mundo. Uma ilha onde o passado não passou — ele convive.

E é nesse chão que o grito rouco de Axl Rose

vai ecoar.

É nesse ar denso que a guitarra de Slash vai riscar a noite.

Pode parecer improvável.

Mas não é.

Porque há algo que une essas duas forças: a intensidade.

O rock que não aceita amarras.

A cidade que não se explica.

Hoje, São Luís não apenas recebe um espetáculo internacional.

Hoje, ela dialoga com ele.

Sem subserviência.

Sem perder sua identidade.

O mundo chega — mas a ilha permanece.

E talvez seja esse o verdadeiro sentido dessa noite: lembrar que, mesmo quando os holofotes vêm de fora, a alma continua sendo daqui.

É hoje.

E algumas noites… não acabam quando terminam.

Veja o comentário em vídeo (aqui)



Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques

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