POR RICARDO MARQUES
É hoje.
Não é apenas uma data no calendário — é um daqueles momentos em que a rotina cede espaço ao extraordinário.
Nesta terça-feira de Tiradentes, São Luís recebe o Guns N’ Roses.
E não se trata apenas de um show.
Há noites que passam.
E há noites que ficam.
O Guns N’ Roses, com toda a sua carga de excessos, talento e rebeldia, atravessou décadas sem se domesticar. Sobreviveu ao tempo — e isso, por si só, já o transforma em mito.
Mas hoje, esse mito pisa em uma cidade que também nunca foi comum.
São Luís não é só cenário — é personagem.
Cidade de histórias sussurradas entre azulejos, de becos que guardam segredos, de uma cultura que não se dobra à pressa do mundo. Uma ilha onde o passado não passou — ele convive.
E é nesse chão que o grito rouco de Axl Rose
vai ecoar.
É nesse ar denso que a guitarra de Slash vai riscar a noite.
Pode parecer improvável.
Mas não é.
Porque há algo que une essas duas forças: a intensidade.
O rock que não aceita amarras.
A cidade que não se explica.
Hoje, São Luís não apenas recebe um espetáculo internacional.
Hoje, ela dialoga com ele.
Sem subserviência.
Sem perder sua identidade.
O mundo chega — mas a ilha permanece.
E talvez seja esse o verdadeiro sentido dessa noite: lembrar que, mesmo quando os holofotes vêm de fora, a alma continua sendo daqui.
É hoje.
E algumas noites… não acabam quando terminam.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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