POR RICARDO MARQUES
Nós não temos medo da morte.
Temos medo de perceber que o tempo é curto.
A morte não é surpresa. É certeza. Desde o primeiro choro, ela já caminha ao nosso lado. Invisível. Paciente.
O que nos apavora é o espelho que ela levanta:
Você viveu… ou apenas existiu?
Escolheu… ou foi escolhido pelas circunstâncias?
Amou… ou teve medo?
A consciência da morte é o que nos torna livres. Porque, se o fim é inevitável, então cada decisão importa. Cada palavra pesa. Cada omissão também.
Não levamos dinheiro.
Não levamos status.
Não levamos aplausos.
Levamos o que nos tornamos.
E deixamos rastros.
Nos filhos. Nos amigos. Nos adversários.
Nas feridas que abrimos — e nas que ajudamos a curar.
A morte não é o oposto da vida.
É o limite que dá valor a ela.
Talvez o verdadeiro erro não seja morrer.
Seja não viver com consciência de que vamos.
Se o fim é certo, que ao menos a vida seja intensa, lúcida e verdadeira.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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