POR RICARDO MARQUES
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lança amanhã as pré-candidaturas de Hertz Dias à Presidência da República e de Saulo Arcangeli ao Governo do Maranhão.
O lançamento das pré-candidaturas do PSTU talvez não mova as engrenagens do poder nacional. Mas revela algo raro na política brasileira de hoje: um partido que ainda existe por convicção ideológica.
Concorde-se ou não com o PSTU — e muita gente não concorda —, é difícil negar que se trata de uma legenda que mantém coerência entre discurso, militância e prática política.
E isso virou exceção.
O Brasil tem hoje 30 partidos aptos a disputar eleições. Mas poucos ainda conseguem explicar claramente o que defendem, quais valores representam ou que projeto de país possuem.
A maioria virou uma federação de interesses.
Siglas sem identidade.
Partidos que mudam de posição conforme a conveniência do momento, o fundo eleitoral ou a proximidade com o poder.
Há legendas que já não sobrevivem de ideias — sobrevivem de negócios.
Nesse cenário, a simples existência de um partido movido por ideologia, ainda que minoritário, acaba chamando atenção.
Porque a democracia não vive apenas de maioria.
Também vive de coerência.
E talvez o maior sintoma da crise política brasileira não seja o excesso de partidos.
Mas a falta de convicções.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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