Ricardo Marques

O pacto na encruzilhada

Por: O comentário do dia de Ricardo Marques | Publicado: 08/05/2026 09:05 - 0 comentário


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POR RICARDO MARQUES 

Neste 8 de maio, a história da música lembra os 115 anos da morte de Robert Johnson — um nome que, mesmo envolto em sombras, ecoa até hoje nas cordas do blues.

Quem aprecia o velho e autêntico blues certamente já cruzou com sua obra. Nascido no Delta do Mississippi, nos Estados Unidos, Johnson saiu de um começo modesto para se tornar uma figura quase mítica. Sua trajetória não foi apenas musical — foi também cercada por uma narrativa que mistura talento, mistério e imaginação popular.

Conta-se que, no início, era apenas um guitarrista comum. Mas, entre 1930 e 1931, desapareceu por um curto período. Quando voltou, algo havia mudado. Sua técnica era outra. O som, inconfundível. Complexo demais para os padrões da época — e, para muitos, inexplicável.

Foi aí que nasceu a lenda.

Diz o imaginário popular que Johnson teria ido a uma encruzilhada, à meia-noite, onde teria selado um pacto com o diabo em troca de genialidade musical. Verdade ou metáfora, pouco importa. O fato é que sua música — densa, melancólica, por vezes sombria — parecia carregar esse peso simbólico.

Canções como Cross Road Blues e Hellhound on My Trail traduzem essa atmosfera de inquietação e destino trágico.

Embora a história do pacto com o diabo seja amplamente vista como uma metáfora, a habilidade de Robert Johnson na guitarra e seu impacto no mundo da música são inegáveis.

Mais do que a lenda, ficou o legado.

Robert Johnson influenciou gerações inteiras e ajudou a moldar os alicerces do blues e do rock. Sua história — real ou romantizada — é prova de que a música, quando nasce da alma, atravessa o tempo e desafia qualquer explicação.

Veja o comentário em vídeo (aqui)



Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques

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