POR RICARDO MARQUES
Confundimos muitas coisas quando o assunto é sentimento. Chamamos tudo de amor — mas nem tudo é amor.
A atração é a faísca. É o primeiro olhar que prende, o sorriso que desarma, o corpo que chama o outro como um ímã silencioso. A atração é química, é instinto, é o começo do incêndio.
A paixão já é fogo alto. É vertigem, urgência, descontrole. A paixão não pede licença: invade. Faz o coração correr mais rápido que a razão e transforma o mundo numa espécie de delírio bonito. Mas como todo incêndio, costuma arder com intensidade… e também pode virar cinza.
O amor é outra coisa.
O amor não é faísca nem incêndio. O amor é brasa. É calor que permanece quando o espetáculo das chamas já passou. É escolha diária, paciência, cuidado. O amor não grita — ele sustenta. Não vive de euforia, mas de presença.
A atração seduz.
A paixão consome.
O amor constrói.
Quem confunde esses três vive procurando eternidade em tempestades que nasceram apenas para ser vento.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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