POR RICARDO MARQUES
O IBGE divulgou ontem a pesquisa PNAD Contínua 2025.
Os números revelam que o Maranhão vive uma contradição que merece reflexão — não apenas crítica.
O estado comemora crescimento econômico, aumento do PIB, expansão de investimentos… mas continua registrando a menor renda média familiar do Brasil.
E a pergunta inevitável é: como um estado cresce tanto… sem conseguir enriquecer seu povo no mesmo ritmo?
Parte da resposta está no tipo de riqueza que produzimos.
O Maranhão exporta muito:
Minério.
Grãos.
Energia.
Combustíveis.
Mas boa parte dessa riqueza sai daqui quase sem circular internamente.
Gera arrecadação, movimenta grandes cadeias econômicas, mas nem sempre transforma a vida de quem mora nas periferias urbanas ou nos rincões do estado.
Há também um problema histórico.
Décadas de baixa escolaridade, informalidade, concentração de renda e pouca industrialização dificultam que o crescimento econômico se transforme em prosperidade coletiva.
E é justamente nesse ponto que políticas sociais entram como tentativa de reduzir o abismo.
O programa Maranhão Livre da Fome, por exemplo, surge dentro desse esforço de enfrentamento à extrema pobreza, buscando alcançar famílias que ainda vivem abaixo da linha mínima de dignidade.
O desafio do Maranhão talvez seja exatamente este:
transformar crescimento em oportunidade.
PIB em renda.
E estatística em vida melhor.
Porque riqueza de verdade não é o que o estado produz.
É o que o povo consegue viver.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Nenhum comentário foi encontrado, seja o primeiro a comentar!