POR RICARDO MARQUES
A política brasileira tem um problema grave de memória seletiva.
Hoje, deputados ligados ao dinismo fazem duras críticas aos empréstimos contraídos pelo governo Carlos Brandão. O discurso é pesado: falam em endividamento, irresponsabilidade fiscal e até comprometimento do futuro do Maranhão.
Mas um levantamento feito pelo Blog do jornalista Gilberto Léda trouxe de volta um detalhe que muita gente preferia esquecer.
Os mesmos grupos políticos que hoje atacam os empréstimos de Brandão foram, no passado, defensores das operações de crédito do governo Flávio Dino. E mais: deputados que integravam a base dinista aprovaram autorizações que somaram cerca de R$ 1,1 bilhão em empréstimos para o Estado.
Ora… então o problema não é exatamente o empréstimo.
Porque empréstimo público, quando há capacidade de pagamento e finalidade de investimento, é instrumento legal de gestão. Todos os governos usam.
O que muda, aparentemente, é quem está sentado na cadeira do Palácio dos Leões.
Quando era aliado, era investimento.
Quando virou adversário, virou escândalo.
E assim seguimos no velho teatro da política brasileira: princípios flexíveis, discursos recicláveis e uma coerência que dura apenas até a próxima eleição.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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