POR RICARDO MARQUES
Em tempos de relações instantâneas, amores descartáveis e declarações que duram menos que bateria de celular, o Maranhão resolveu remar contra a corrente.
Segundo o IBGE, os casamentos maranhenses são os mais duradouros do Brasil. Por aqui, uma união leva, em média, 14 anos até o divórcio. É mais do que a média nacional.
Enquanto o país vive relacionamentos no sistema “test drive emocional”, o maranhense ainda insiste naquela antiga modalidade chamada convivência.
Talvez seja teimosia. Talvez paciência. Talvez falta de dinheiro pra dividir os móveis. Ou talvez exista algo mais raro hoje em dia: tolerância.
Porque o problema do amor moderno é que muita gente quer romance sem renúncia, parceria sem esforço e felicidade sem rotina. Na primeira discussão, já aparece alguém mandando “segue teu caminho”.
No Maranhão, aparentemente, o povo ainda briga… mas continua junto no almoço de domingo.
E isso diz muito.
Num mundo onde tudo ficou rápido — comida, notícia, amizade e paixão — talvez permanecer tenha virado um ato quase revolucionário.
Claro que nem todo casamento longo é feliz. Mas toda relação duradoura, inevitavelmente, aprendeu alguma coisa sobre paciência, perdão e convivência.
No fim das contas, o Maranhão talvez não seja o estado onde se ama mais.
Talvez seja apenas o lugar onde as pessoas desistam menos depressa umas das outras.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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