POR RICARDO MARQUES
O Brasil ainda convive com um cenário preocupante de violência contra jornalistas. Relatórios da Federação Nacional dos Jornalistas registram, ano após ano, dezenas de casos de agressões físicas, ameaças, intimidações e campanhas de desmoralização contra profissionais que exercem apenas uma função essencial: informar a sociedade.
E o Maranhão, infelizmente, voltou a oferecer exemplos lamentáveis nos últimos dias.
Em Caxias, uma jornalista foi alvo de ataques pessoais, acusações sem provas e exposição indevida de dados privados. Em São Luís, equipes de reportagem foram agredidas e hostilizadas diante de uma delegacia enquanto cobriam uma operação policial de interesse público.
O mais grave é que esses episódios não atingem apenas os profissionais envolvidos. Eles atingem a própria democracia.
Quem agride um jornalista não está apenas atacando uma pessoa. Está tentando intimidar a informação. Está tentando impor o medo no lugar da notícia.
A crítica à imprensa é legítima. O contraditório é saudável. O debate é necessário. Mas ameaça, agressão, difamação e violência jamais podem ser tratados como instrumentos aceitáveis de divergência.
Uma democracia forte não se constrói com jornalistas acuados. Constrói-se com jornalistas livres para perguntar, investigar, opinar e informar.
Porque quando a imprensa é silenciada, quem perde não é o jornalista.
Quem perde é a sociedade.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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