POR RICARDO MARQUES
A gente aprendeu a conviver com o esgoto.
Agora, parece que estamos aprendendo a conviver com o ar poluído.
O Ministério Público Federal acionou o Estado do Maranhão por falhas no monitoramento da qualidade do ar em São Luís.
Traduzindo: nem medir direito o que a gente respira… está sendo feito.
E o que já se sabe não é pouca coisa.
Poluentes acima do limite.
Mais de três mil violações ambientais.
Risco direto à saúde — sobretudo para quem mais precisa de proteção.
E onde isso se concentra?
No Distrito Industrial.
Onde se produz riqueza… e, ao que tudo indica, também se espalha doença.
Mas o mais grave não é só a poluição.
É a falta de transparência.
É o dado que some.
É o monitoramento incompleto.
É o silêncio oficial sobre algo que entra no nosso corpo a cada respiração.
Porque diferente do esgoto, que a gente vê,
o ar é invisível.
E talvez por isso mesmo seja mais perigoso.
Porque mata devagar… e sem alarde.
São Luís agora enfrenta um novo retrato do atraso:
não é só o que está no chão — é o que está no ar.
E quando até respirar vira incerteza,
é sinal de que o problema já passou de todos os limites.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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