POR RICARDO MARQUES
Ao admitir que pode disputar o Governo do Maranhão em 2026, Roberto Rocha produziu um efeito imediato: recolocou a direita no centro do debate eleitoral.
Até então, a saída de Lahesio Bonfim da disputa pelo Palácio dos Leões vinha sendo interpretada por muitos analistas como um enfraquecimento do campo conservador. Afinal, Lahesio era o nome mais identificado com esse segmento do eleitorado e sua migração para a corrida ao Senado abriu uma lacuna que parecia difícil de preencher.
A manifestação de Roberto Rocha muda essa percepção.
Não porque sua candidatura esteja definida. Não está.
Mas porque sua simples disposição de entrar na disputa demonstra que o espaço político da direita continua e que ainda existem atores dispostos a representá-lo.
Isso tem consequências importantes.
Primeiro, porque impede que a eleição seja analisada como uma disputa já completamente desenhada entre os grupos que hoje lideram as articulações políticas do estado.
Segundo, porque devolve ao eleitorado conservador a expectativa de ter um candidato próprio na corrida ao governo.
E terceiro, porque obriga todos os demais pré-candidatos a revisarem seus cálculos políticos.
Em eleições majoritárias, não são apenas as candidaturas confirmadas que produzem efeitos. Muitas vezes, são as possibilidades que alteram estratégias, alianças e discursos.
Por enquanto, Roberto Rocha apresentou apenas uma disposição. Nada além disso.
Mas, em política, há momentos em que uma possibilidade vale mais do que uma certeza.
E a partir deste fim de semana, o cenário eleitoral maranhense passou a ter uma nova variável que ninguém poderá ignorar.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Nenhum comentário foi encontrado, seja o primeiro a comentar!