POR RICARDO MARQUES
Nunca houve tanto barulho — e tão pouca escuta.
Opiniões gritam, notificações pulsam, vídeos se sucedem… e, no meio disso tudo, o essencial vai ficando inaudível. A própria consciência virou um sussurro perdido na multidão de estímulos.
O problema não é o som do mundo. É o silêncio que abandonamos.
Porque é no silêncio que a verdade aparece sem maquiagem. É ali que a gente confronta o que evita, entende o que sente e, sobretudo, se reconecta com aquilo que realmente importa.
Mas o silêncio assusta.
Assusta porque revela. E nem todo mundo está disposto a se encontrar consigo mesmo sem filtros, sem distrações, sem fuga.
Por isso, preferimos o ruído. Ele distrai, anestesia, ocupa.
Só que uma vida inteira em modo barulho cobra seu preço: decisões vazias, relações superficiais, uma sensação constante de desencontro.
Talvez esteja na hora de fazer o caminho inverso.
Diminuir o volume do mundo… para aumentar a clareza da alma.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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