POR RICARDO MARQUES
O Brasil conseguiu um feito humilhante: é o último colocado em valorização do professor no ranking da Varkey Foundation — uma organização internacional dedicada à educação.
Pois é, somos o último.
Não é só salário baixo — é desprezo institucionalizado. Enquanto outros países tratam professores como pilares, aqui nós os tratamos como figurantes.
O resultado é devastador.
Segundo a UNESCO, apenas 5% dos jovens brasileiros querem ser professores.
Cinco por cento!
É uma profissão que deixou de inspirar — e passou a repelir.
E o sistema cobra a conta.
Falta gente qualificada, sobra improviso. Professores ensinando o que não dominam… e o país se espanta com o desempenho pífio no PISA — uma avaliação internacional que mede o desempenho de estudantes de 15 anos em leitura, matemática e ciências.
Ora, é simples: destruímos o alicerce e esperamos que o prédio fique de pé.
Criamos um ciclo perverso — a desvalorização afasta talentos, a falta de talentos piora a educação, e a educação ruim perpetua o atraso.
E o mais grave: o Brasil sabe disso… e não faz nada.
Porque valorizar professor exige prioridade.
Exige coragem.
Exige romper com o cinismo.
Sem professor valorizado, não há educação.
Sem educação, não há futuro.
O Brasil não está falhando por acaso.
Está falhando por escolha.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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