POR RICARDO MARQUES
A entrevista do pré-candidato do PSOL ao Governo do Maranhão, ontem, ao Jornal da Difusora 2ª Edição, trouxe uma reflexão interessante. O PSOL diz que terá candidato próprio, descarta uma aliança com o PT no primeiro turno, mas reafirma seu apoio ao presidente Lula.
À primeira vista, parece uma contradição. Na verdade, revela o cenário político que começa a se desenhar para 2026.
No Maranhão, a grande disputa talvez não seja entre esquerda e direita. Será, antes de tudo, pela herança política de Lula.
O PT apresentará seu candidato. O governador Carlos Brandão mantém uma aliança sólida com o presidente. O PSOL também reivindica esse mesmo campo político. Todos, de uma forma ou de outra, buscam o mesmo eleitor. Até o candidato da direita, Eduardo Braide, faz-se de neutro para não se distanciar demais da principal fatia do eleitorado maranhense.
Isso mostra que o maior patrimônio eleitoral da próxima eleição não será um partido. Será a imagem de Lula.
Mas o eleitor também sabe que apoio não se decreta. Conquista-se. Não basta posar ao lado de um líder nacional. Será preciso convencer os maranhenses de quem tem as melhores condições de governar o estado.
A campanha ainda nem começou. Mas uma coisa já parece evidente: a disputa pelo Palácio dos Leões passará, inevitavelmente, pela conquista do eleitorado lulista.
E essa talvez seja a batalha mais importante da eleição de 2026.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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